Our Obligation

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It was one of those emails that catch your attention. Mauricio, then a fifteen-year-old student in a Brazilian school, sent an elegantly worded statement about how he taught himself English so that he could realize his dream of attending a university in the United States. Mauricio had been studying our website and, as he believed our school’s values were aligned with his, was determined to join our learning community. What I did not know at the time was that Mauricio was going to forever change our community’s perspectives on learning and our understanding of the world around us.

Mauricio’s application for admission to our high school was the first we had received from a blind student. While Mauricio did not seem to be concerned that his blindness would limit his learning, a reflection of his indomitable spirit that I quickly learned to admire and appreciate, our faculty did raise several valid questions and concerns.

The consideration of Mauricio’s application was framed and guided by a mission and set of beliefs that highlighted diversity and different learning styles as essential values. Through dialogue, learning, and understanding, the high school faculty committed to admitting Mauricio and providing him with the best educational program within our capabilities. Mauricio also supported us through this learning process and was always quick to remind us not to think of him as a blind person, but rather a person who happened to be blind.

During one of our admissions meetings, I welcomed Mauricio to my office with the greeting, “It is great to see you…” but cut myself off as I realized the insensitivity of my words. Mauricio smiled warmly and replied in a manner that conveyed wisdom beyond his years, “It is also great to see you.” While it was a seemingly minor moment of learning, it was also emblematic of our own collective growth. I humbly shared with Mauricio how it was likely that we were going to learn far more from him than he would learn from us. And, this was in fact the case. Four years later, Mauricio graduated from Graded, the school where I previously worked, and he realized his dream of attending and graduating from a top university in the United States. It was also during this time that we grew the most as professionals and as a community.

While Mauricio was a student at Graded, we had the honor of hosting two very special people, Bill and Ochan Powell, who conveyed a similar spirit of promise and a unique ability to instill an intrinsic commitment in others to be the best professionals and people they can be. Bill and Ochan scheduled time after their professional learning facilitation to interview Mauricio as part of their work associated with inclusive schools. I remember clearly how our faculty and I beamed with pride and a sense of purpose when Bill and Ochan highlighted and congratulated the team for their work with Mauricio and their efforts to ensure Graded was offering a highly functioning inclusive learning program.

The following two videos present clips from Bill and Ochan’s work with Mauricio.

Interview with Bill and Ochan:

Learning in a Science Classroom:

The videos highlight Bill’s talents and concern for others and, correspondingly, one of the many reasons why there has been such an extraordinary outpouring of sorrow, love, and admiration from around the world to the tragic news of Bill Powell’s sudden passing. Bill was a remarkable individual whose impressive professional capabilities were complemented with a warm heart and deeply caring nature.

A recent exchange of emails with Mauricio highlighted the difference Bill’s vision and unwavering commitment to student learning and inclusion can make in a student’s life. The following is an extract from Mauricio’s note to me this week:

Needless to say, if it were not for my inclusion at Graded and before, I would not be where I am today. I have worked at internationally recognized corporations, attended top educational institutions abroad, learned the importance of adaptation and persistence, and demonstrated to others that blindness does not define ones capabilities.

It all began with education – an education that was inclusive, grounded, and rigorous. It all began with teachers and administrators who believed in my potential, and who required of me the same as was required of any other student. If one has education one still faces challenges, the difference being that without it we have no solution. Blind people must be able to make any choice they wish for their future, with blindness being only a circumstance and physical characteristic. As the Olympics are held in Brazil, so will the Paralympics. We apply the inspiration and values from all athletes into our lives as much as possible so that we may continue fighting for opportunity for all people.

The message of six years ago still stands: people must ask questions, so that their doubts may be resolved. On the other hand, those with disabilities must believe in themselves, strive for their best, and not for what seems comfortable, and never be let down by expectations by others. Others may not know our full potential, but I find that most people will be allies if we help them help us. And, schools cannot do it alone – families must understand that disabilities shall never define where one wishes to go.

~ Mauricio

I am deeply grateful to Mauricio and Bill and Ochan Powell for the real difference they have made in our lives. Looking ahead, we hope to honor Bill’s significant contributions to the field of education and his dedication to the lives of others by ensuring a collective commitment to furthering his vision of inclusive schools where diversity, difference, and all learning styles are valued within the context of a plurality of thought and perspectives. Next Frontier Inclusion’s mission must also be our own: “to promote and protect the interests of children who learn in different ways or at different rates.” This is our moral obligation to Mauricio and all of the students, families, and communities we have the privilege of working with at our schools.


Uma Obrigação Moral

Foi um daqueles e-mails que chamam a sua atenção. Mauricio, estudante de uma escola brasileira, quinze anos de idade, enviou um comunicado elegante sobre como ele aprendeu inglês sozinho para que pudesse realizar seu sonho de ir para uma universidade nos Estados Unidos. Maurício estudou nosso website e como ele acreditava que os nossos valores se alinhavam aos dele, ele estava determinado a se juntar à nossa comunidade. O que eu não sabia na época é que Maurício iria mudar para sempre as perspectivas de aprendizado da nossa comunidade e o entendimento do mundo ao nosso redor.

A solicitação de matrícula do Maurício para o ensino médio foi a primeira que recebemos de um aluno cego. Apesar do Maurício não parecer preocupado com o fato de ser cego, uma característica do seu espírito indomável que eu aprendi a admirar e apreciar, nosso corpo docente levantou muitas questões e preocupações válidas.

A possibilidade da matrícula do Maurício foi moldada e guiada pela missão e uma série de valores que destacaram a diversidade e os diferentes estilos de aprendizagem, como valores essenciais. Através do diálogo, aprendizagem e compreensão, o corpo docente do ensino médio se comprometeu em aceitar o Maurício e dar a ele o melhor programa educacional, dentro das nossas capacidades. Maurício também nos apoiou neste processo de aprendizagem, sempre rápido em nos lembrar de que não deveríamos pensar nele como uma pessoa cega, mas sim como uma pessoa que ficou cega.

Durante uma das nossas reuniões de admissão, eu o convidei à minha sala e disse: “É ótimo ver você…”, e parei ao perceber a insensibilidade das minhas palavras. Maurício sorriu calorosamente e respondeu de uma forma que mostrou a sua maturidade, apesar da idade: “Também é muito bom vê-lo”. Embora, aparentemente, fosse uma pequena lição, também foi um momento emblemático no nosso crescimento de forma coletiva. Eu, de forma humilde, disse ao Maurício que a probabilidade de aprendermos muito mais com ele era bem maior do que a dele de aprender conosco. E isso aconteceu de fato. Quatro anos depois, Maurício se formou na Graded, escola onde eu trabalhei antes, e realizou o seu sonho de estudar e se formar em uma universidade dos Estados Unidos. Foi nessa época que tivemos a oportunidade de crescer como profissionais e como comunidade.

Durante a época que o Maurício foi aluno da Graded, nós tivemos a honra de receber duas pessoas muito especiais, Bill e Ochan Powell, que transmitiram um espírito de promessa e uma capacidade única de incutir um compromisso intrínseco de sermos as melhores pessoas e profissionais possíveis. Após suas reuniões eles agendaram um horário para entrevistar o Maurício, como parte do trabalho associado com escolas inclusivas. Lembro-me claramente como o nosso corpo docente e eu estávamos cheios de orgulho e propósito quando Bill e Ochan destacaram e parabenizaram o nosso time pelo o trabalho feito com o Maurício e o seu esforço para garantir que a Graded estivesse oferecendo um programa de aprendizagem inclusiva altamente funcional.

Os dois vídeos abaixo mostram o trabalho de Bill e Ochan com o Maurício.

Entrevista com Bill e Ochan

Aprendendo na sala de Ciências

Os vídeos destacam os talentos e a preocupação de Bill com os outros e, consequentemente, foi uma das maiores razões pela onda de sentimentos de tristeza, amor e admiração do mundo todo sobre a trágica notícia da passagem repentina de Bill Powell. Bill era um indivíduo notável e sua impressionante capacidade profissional foi complementada com um grande e caloroso coração, além de uma natureza protetora.

Uma recente troca de emails com Maurício destacou a diferença que a visão e o compromisso inabalável de Bill com a aprendizagem e inclusão pode fazer na vida de um aluno.

Abaixo, segue uma parte da conversa do Maurício comigo essa semana:

Nem preciso dizer que se não fosse pela minha inclusão na Graded e antes disso, eu não estaria onde eu estou hoje. Eu tenho trabalhado em empresas reconhecidas internacionalmente, frequentei grandes instituições de ensino estrangeiras, aprendi a importância da adaptação e persistência e, mostrei aos outros que a cegueira não define a capacidade dos outros.

Tudo começou com a educação – uma educação que foi inclusiva, apoiada e rigorosa. Tudo começou com os professores e administradores que acreditaram no meu potencial e exigiram de mim o mesmo que era exigido de qualquer outro aluno. Se você recebe educação, você ainda enfrenta desafios, com a diferença de que sem ela não temos solução para os nossos desafios. Pessoas cegas devem ser capazes de fazer qualquer escolha que desejam para o seu futuro, com a cegueira sendo apenas uma circunstância e uma característica física. Assim como os jogos olímpicos estão acontecendo no Brasil, as paraolimpíadas também irão. Nós aplicamos o máximo possível a inspiração e os valores de todos os atletas em nossas vidas, para que possamos continuar a lutar por oportunidades para todos.

A mensagem de seis anos atrás, ainda é: as pessoas devem fazer perguntas, de modo que suas dúvidas possam ser respondidas. Por outro lado, as pessoas com deficiência devem acreditar em si, esforçar-se para dar o seu melhor e não para o que parece confortável, e nunca se colocar para baixo por expectativas dos outros. Os outros podem não saber o nosso potencial, mas eu acredito que a maioria das pessoas serão nossas aliadas, se nós as ajudarmos a nos ajudarem. E as escolas não podem fazer isso sozinhas – as famílias devem compreender que a deficiência não deve definir onde se quer ir.

~ Maurício

Eu estou profundamente agradecido ao Maurício, ao Bill e Ochan Powell pela diferença real que eles têm feito nas nossas vidas. Olhando para o futuro, esperamos honrar as contribuições significativas do Bill na área da educação e sua dedicação para com a vida de terceiros, assegurando um compromisso coletivo com a promoção da sua visão sobre escolas inclusivas, onde a diversidade, a diferença e todos os estilos de aprendizagem são avaliados dentro do contexto de uma pluralidade de pensamento e perspectivas. A missão do Next Frontier Inclusion, também deve ser a nossa: “promover e proteger o interesse de crianças que aprendem de formas diferentes ou em ritmos diferentes.” Essa é a nossa obrigação moral com o Maurício e com todos os alunos, famílias e comunidades que temos o privilégio de trabalhar em nossas escolas.


Featured image: cc licensed (CC BY-NC 2.0) flickr photo by lee: like a record…   https://www.flickr.com/photos/leecullivan/240389468/

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